Belbetão

DEFINIÇÃO DE BETÃO POLIDO

CPAA Documento Original

Segundo a Concrete Polishing Association of America, CPAA, o Betão Polido é a alteração de uma superfície em betão por meio de um processo mecânico, faseado, que envolve o polimento com abrasivos diamantados.

Este processo é alcançando através um método de abrasão controlada onde, cada passagem, progressivamente elimina e homogeneíza os micro cumes inerentes da superfície. Os passos sequenciais desta abrasão têm que ser realizados até à exaustão (no sentido, de no final destes, já não existir qualquer erosão).

IMPORTANTE!      O que NÂO E BETÃO POLIDO:

Betão vitrificado, betão cristalizado, betão envernizado, etc.

E muito fácil dar brilho ao pavimento por meios químicos. Ceras e vernizes foram inventado para este efeito, mas tem uma durabilidade muita reduzida comparado com betão. Não se deixa enganar por um empreiteiro que quer substituir o trabalho dele por meios artificiais: exige de controlar o brilho do pavimento, antes de aplicar selantes, ceras ou vernizes. Assim verifica o trabalho do polimento, e não o efeito cosmético do revestimento.

Abrasão Conduzida: Consiste no método constituído por vários passos erosivos onde, no final de cada um destes, resulta o aparecimento de uma “nova” superfície.

Exposição de Inertes: O polimento de uma superfície de betão, por métodos mecânicos abrasivos, alcança diferentes classes de exposição de agregados constituintes do betão.

Reflexo e Brilho: Depois do polimento a superfície de betão adquire um determinado brilho e reflexo, resultante do número de passos do processo de abrasão conduzida

PREPARAÇÃO – COLOCAÇÃO DE BETÃO

A realização com sucesso de um pavimento em Betão polido depende de dois fatores:

  • A qualidade do betão da laje sobre a qual se irá aplicar o polimento diamantado;
  • A qualidade dos produtos e equipamentos aplicados, combinados com o profissionalismo da empresa responsável pelo trabalho.

Base de assentamento da primeira laje de betão

A uniformidade desta base (terreno de intervenção) é imprescindível pois, pequenas elevações e depressões podem causar variações na espessura da laje, promovendo a fissuração desta a longo prazo, aquando sujeita a ações de distensão ou compressão.

Mistura de Betão

Muitas vezes as superfícies de betão ao serem polidas incluem áreas que foram betonadas em diferentes alturas deste modo, apresentam algumas diferenças de tonalidade. No entanto, convém que o tipo de betão seja todo o mesmo e não de marcas ou lotes diferentes.

Exemplo: Betão Portland

  • Rácio água/cimento – 0.45;
  • Mistura uniforme de 3 tamanhos de inertes – finos, intermédios e grandes
  • a uniformidade destes irá produzir uma melhor qualidade visual;
  • Geralmente os inertes utilizados nas betonagens são os existentes na zona regional de implantação da obra. A utilização de inertes específicos implica custos acrescidos;
  • Os aditivos não devem ser à base de Cloreto de cálcio;
  • A resistência à compressão não deve ser inferior a 3.500psi.

Cura do Betão

A cura do betão deve respeitar as normas vigentes do Artigo 8.º do Decreto de Lei 42/97/M.

PROCESSO DE POLIMENTO

Os procedimentos faseados no polimento de uma superfície são fundamentais para a qualidade de um trabalho BELBETÃO e permitem controlar os diferentes acabamentos desejados pelo cliente.

Uma análise prévia da superfície de betão é fundamental para o cumprimento dos requisitos mínimos de polimento. Deste modo, o trabalho só deverá avançar quando as condições da superfície estiverem de acordo com o caderno de encargos.

Pré-requisitos relativos à condição do betão antes do polimento:

  • Qualidade mínima do betão: B25/30;
  • Betão sem fissuras, cavidades ou poros;
  • Betão não aligeirado;
  • Espessura mínima de 120 mm;
  • Requisitos de planimetria em conformidade com o standard ASTM International E1155 – geral FF40 e local FF20;
  • Superficie talochada fina, com helicóptero;

TESTE

Para garantir a qualidade do resultado final deve ser sempre executada uma amostragem prévia, numa pequena área representativa da obra.

DESBASTE E NIVELAMENTO

A limpeza da superfície é essencial e consiste na remoção de elementos incompatíveis com o processo de polimento. De entre estes salientamos:

  • terra;
  • poeiras;
  • óleos;
  • químicos relativos ao processo de cura.

Inicia-se o desbaste numa direção, utilizando uma ferramenta com um nível de grão adequado à superfície em causa;
 
As passagens pela superfície são sequenciais e cada uma deve ser perpendicular à antecedente, usando ferramentas de grão cada vez mais fino até chegar-se ao grão 120;
 
Cada passagem é feita até ser alcançado um refinamento exaustivo da superfície e só depois, passar-se-á para um grão mais fino;
 
Antes de se iniciar a passagem com um novo grão, a superfície é sempre aspirada;
 
O desbaste é feito até ao nível da presença de inertes requerida.

REPARAÇÃO

A reparação consiste na correção das imperfeições da superfície – buracos, fissuras, pequenos orifícios, entre outros, com um composto apropriado.

LIXAGEM 

Nesta fase utiliza-se equipamentos de polimento com ferramentas diamantadas com grão intermedio.

Cada passagem deve ser perpendicular à anterior, usando ferramentas de grão cada vez mais fino. Em cada fase é alcançado um refinamento exaustivo da superfície e só depois, passar-se-á para um grão mais fino;

Antes de se iniciar uma passagem com um novo grão, a superfície é sempre aspirada.

Nota:
E ideal de fazer este polimento antes da colocação dos montantes das paredes divisórias. Se estes já estiverem montados o polimento deverá ser feito antes da colocação do gesso cartonado.

DECORAÇÃO

A enorme plasticidade deste tipo de superfície permite que o típico cinza não seja apenas a única hipótese cromática para o seu pavimento em betão.

Também padrões podem ser criados numa superfície – através de uma serra de corte, forma-se linhas na superfície que podem feitas com latão ou zinco, ou pelo uso de articulações.

Os padrões podem assemelhar-se a outros tipos de pavimentos e incorporar linhas curvas. A variedade de cores é usada para realçar os padrões criados.

A aplicação de qualquer pigmento, para salvaguardar o aspeto final pretendido, segue sempre as especificações técnicas aconselhadas pelo fabricante.

Essencialmente, os pigmentos que dão cor ao betão são translúcidos e penetrando apenas na sua superfície, não reagem quimicamente com o este. Quando um pigmento é usado em conjunto com um acabamento que expõe os inertes, uma dose de apenas 1 a 2% é suficiente pois, a cor dos agregados expostos domina a aparência final. 

DENSIFICAR

A densificação é dos passos mais importantes no polimento sendo assim, a base desta indústria. Foi no encontro de duas tecnologias que esta industria nasceu: Os representantes das empresas HTC e Ashfordformula cruzaram-se nos anos 80 em Virginia nos EUA e acharam que podiam ir mais longe com as ferramentas a disposição: criaram polidoras mais pesadas (HTC) e insistiram com mais densificador para saturar o pavimento … o resultado: betão polido.

O densificador é um catalisador (silicato de sódio, potássio ou lítio) que promove a reação do cálcio livre do betão a reagir, e formar cristais, imediatamente, em vez de prolongar esta reação para os próximos décadas. Estes cristais adicionais aumentam a densidade da estrutura cristalina do pavimento, reduzindo poros e aumentando a dureza e resistência do pavimento.

Os densificadores, quando aplicados não alteram a cor ou outras características existentes da superfície, nem forma película.

A aplicação do densificador é feita até a superfície estar completamente saturada, removendo-se depois o excesso. A cura demora ca. uma hora, e depois retoma-se o processo de polimento.

POLIMENTO

Começa-se o polimento numa direção, com uma ferramenta de grão 200 e 400. Fazem-se as passagens sequenciais necessárias para a eliminação dos arranhões marcados na superfície.

Cada passagem deve ser perpendicular à anterior, usando ferramentas de grão cada vez mais fino. Em cada fase é alcançado um refinamento exaustivo da superfície e só depois, passar-se-á para um grão mais fino.

Brilho e Reflexo

Utilização de ferramentas diamantados em liga fenólica e almofadas de polimento;

Começa-se o polimento numa direção, com uma ferramenta de grão 800;

As passagens pela superfície são sequenciais e cada uma deve ser perpendicular à antecedente, usando ferramentas de grão cada vez mais fino até chegar-se ao grão 3000;

Cada passagem é feita até ser alcançado um refinamento exaustivo da superfície e só depois, passar-se-á para o grão seguinte. Antes de se iniciar uma passagem com novo grão, a superfície é sempre aspirada;

O polimento é feito até ao nível de brilho requerido e de acordo com ASTM E 430.

Nível de Brilho: Mate

Metodologia: Fazer pelos menos 4 passos do processo de polimento, alcançado sempre em cada passagem um refinamento exaustivo da superfície usando ferramentas diamantados em liga fenólica até ao grão 200. Uma aplicação de Endurecedor.
Classificação: Após superfície polida, pelo menos 40 valores, segunda a normativa ASTM E 430.

Nível de Brilho: Medio Brilho


Metodologia: Fazer pelos menos 5 passos do processo de polimento, alcançado sempre em cada passagem um refinamento exaustivo da superfície usando ferramentas diamantados em liga fenólica até ao grão 800. Uma aplicação intensa de densificador.
Classificação: Após superfície polida, pelo menos 54 valores, segunda a normativa ASTM E 430.

Nível de Brilho: Alto Brilho


Metodologia: Fazer pelos menos 7 passos do processo de polimento, alcançado sempre em cada passagem um refinamento exaustivo da superfície usando ferramentas diamantados em liga fenólica até ao grão 3000. Uma aplicação saturante do densificador.
Classificação: Após superfície polida, pelo menos 70 valores, segunda a normativa ASTM E 430.

SELAGEM

Impercetível e sem formação de película na superfície, estes produtos reduzem a penetração dos líquidos, graxas, óleos e outras sujidades. Aplicação deve ser uniforme, com remoção do excesso.

Nota:
Após a selagem a utilização da superfície é imediata. As suas propriedades que reduzem a penetração dos líquidos, graxas, óleos e outras sujidades só apresentaram a sua eficácia final após 2 a 3 horas, sendo o ideal esperar 24h até se derramar alguns destes produtos

MANUTENÇÃO DO BETÃO POLIDO

Um pavimento em betão polido é bastante resistente e a sua manutenção é bastante acessível tanto a nível económico como ao nível da sua complexidade.

Uma manutenção regular é bastante importante para a manutenção do brilho do betão polido. Se houver diariamente terras ou óleos e detritos é necessário remove-los para prolongar a durabilidade. Assim a limpeza diária com esfregonas macias, detergentes não abrasivos, ou com uma lavadora industrial (com discos almofadados), terão um excelente resultado.

Os detergentes adequados para a limpar este tipo de pavimento são os que têm um PH neutro ou os que são especialmente concebidos para superfícies de betão polido.

Para prolongar a durabilidade do brilho, poderá semanalmente passar-se nas superfícies um polidor.

As seguintes diretrizes gerais ajudam e previnem a danificação de um pavimento polido, uma vez que cada unidade tem diferentes intensidades de tráfego e exposições à abrasão.

Causas para a perda de brilho:

O tráfego diário e os derramamentos podem deteriorar o brilho se não houver uma manutenção apropriada. Produtos de limpeza abrasivos, tal como escovas de aço, por exemplo, vão rapidamente danificar o brilho. A escolha de produtos especificamente concebidos para o tratamento do betão polido vão assegurar a máxima durabilidade.

Químicos inapropriados:

  • Produtos que contêm ácido cítrico;
  • Butilo (substância frequente em produtos para limpar graxas);
  • Produtos com amónio.

Abrasão

  • Terra deixada na superfície;
  • Utilização de escovas de aço;
  • Esfregões abrasivos;

Também é de referir que as fitas autocolantes, devido às propriedades alcalinas da cola, também retiram o brilho na zona em que são colocadas. Assim outros métodos devem ser equacionados para a marcação dos pavimentos.

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